IPs dedicados X IPs compartilhados

23/03/17


O endereço IP (Internet Protocol ou Protocolo de Internet) determina a identificação de um dispositivo conectado na rede, como por exemplo um computador ou uma impressora. IPs podem ser públicos ou privados, dedicados ou compartilhados, e são os responsáveis por toda a comunicação entre os diferentes tipos de dispositivos da rede. No envio de e-mails, são utilizados servidores SMTP onde cada servidor possui seu IP.

Basicamente o que diferencia IPs dedicados de IPs compartilhados é que IPs dedicados são utilizados por um único usuário enquanto que IPs compartilhados são utilizados por vários usuários. As implicações são muitas e importantes, quando você possui IPs dedicados, é o único que envia campanhas de e-mail a partir destes endereços, o que o torna passível a tudo de bom ou de ruim que eles cativarem. A reputação se torna boa ou ruim por conta da estratégia de marketing adotada pelo remetente que está utilizando os IPs para enviar suas campanhas de e-mail.

IPs dedicados X IPs compartilhados
Neste caso, há uma clara vantagem de se utilizar IPs dedicados se você for um bom remetente, pois não irá correr o risco de ter sua reputação e desempenho prejudicados por ações de terceiros que utilizam o mesmo grupo de IPs compartilhados. E como não há mágica no e-mail marketing, se você estiver com seu domínio de remetente devidamente autenticado e enviar conteúdo de qualidade para listas opt-in, sua reputação será elevada, o que significa maior capacidade de entrega e alcance da caixa de entrada. Se você enviar conteúdo para listas cheias de e-mails inativos, inválidos ou com spamptraps, isso significa que seu domínio de remetente e seus IPs de envio poderão ter sua reputação prejudicada, impactando diretamente nos resultados das suas campanhas de e-mail marketing.

Para definir a reputação de um IP, são verificados fatores determinantes tais como volume, erros permanentes, reclamações de spam, código-fonte e conteúdo das mensagens e spamtraps. O volume médio diário é utilizado para tentar identificar possíveis fontes de spammers. Se um IP nunca enviou mensagens para um determinado domínio e de repente dispara 100 mil e-mails de uma vez, ele será tratado como suspeito, isso ocorre também nos provedores de e-mails gratuitos como o Hotmail, Gmail e Yahoo. Já os erros permanentes, ou hard bounces, são endereços de e-mail inválidos por algum motivo, e endereços IP que enviam mensagens a um grande volume de contatos inexistentes, desperta a desconfiança do servidor de destino.

As reclamações de spam surgem quando os usuários utilizam a opção ?denunciar como spam?, ou "isto é spam", ou ainda "marcar como spam", presente nos programas de gerenciamento das contas de e-mail. Na questão do código-fonte e conteúdo das mensagens, se uma mensagem contém links ou conteúdo comuns de spams, a sua reputação vai cair. E, por fim, há os spamtraps, que são e-mails antigos abandonados ou desativados por seus donos e posteriormente utilizados como armadilha ou criados originalmente para este propósito. São utilizados pelos provedores para identificar os remetentes que possuem listas não opt-in, quando a armadilha nunca foi um e-mail antigo e sim criado especificamente para esta finalidade, ou então que não removem de suas bases os contatos que não interagem mais com as campanhas, quando a armadilha é feita com um e-mail abandonado ou desativado.

A receita para criar uma boa reputação é simples: seguir as boas práticas. Criar um double opt-in para garantir a captação apenas de e-mails válidos e que realmente consentiram o recebimento de suas mensagens através da confirmação do e-mail. Criar réguas de relacionamento, ser interessante nos conteúdos, formatar o código-fonte das mensagens conforme as regras da W3C e principalmente manter a base de e-mails atualizada, removendo os endereços que não interagem mais a muito tempo. Com esta medida também estará diminuindo os endereços de e-mail conhecidos como "graymails".

Finalizando, ao criar um IP novo, além de cuidar da reputação, é preciso aquecê-lo, processo chamado de "warmup", trabalhando com cautela para não deixá-lo marcado como suspeito rapidamente. Para "esquentar" um IP, é necessário iniciar os disparos de e-mail com um volume baixo, e ir aumentando gradualmente com o tempo, como se estivesse acostumando o provedor ao constante crescimento da sua lista de contatos e do número de mensagens. Esta é a forma orgânica de esquentar um IP.

Concluindo, fica evidente que ao utilizarmos IPs compartilhados não temos nenhum controle da reputação dos IPs de envio, apenas do domínio de remetente, ficando assim à mercê da reputação dos IPs compartilhados. Já se utilizarmos IPs dedicados, a reputação tanto do domínio de remetente quanto dos IPs de envio só dependerá de nossas ações e estratégias de e-mail marketing.

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